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Pix passa de 1 bilhão de chaves cadastradas no Brasil em setembro, informa Banco Central

São 1,008 bilhão de chaves, mas o sistema reúne cerca de 170 milhões de clientes, já que cada pessoa pode ter mais de uma chave.

Redação Enfoco•
Pix passa de 1 bilhão de chaves cadastradas no Brasil em setembro, informa Banco Central
Foto Agência Brasil/EBC, licença Creative Commons Atribuição 3.0 Brasil

O Brasil passou da marca de 1,008 bilhão de chaves Pix cadastradas em setembro, segundo dados do Banco Central. É a primeira vez que o total supera 1 bilhão.

O salto vem rápido. No fim de 2025, eram 920 milhões de chaves. Em menos de um ano, foram criadas cerca de 80 milhões a mais.

Chaves não são o mesmo que usuários

O número bilionário pode dar a impressão de que quase todo mundo tem cadastro, mas há um detalhe que muda a leitura. O sistema reúne cerca de 170 milhões de clientes, entre pessoas físicas e empresas.

A diferença existe porque cada cliente pode cadastrar várias chaves. Uma pessoa pode usar, ao mesmo tempo, CPF, telefone, e-mail e a chave aleatória.

Veja como as chaves se dividem:

  • 956,7 milhões estão em contas de pessoas físicas
  • 51,2 milhões pertencem a empresas
  • A chave aleatória lidera, com 526,8 milhões, ou 52,3% do total

A preferência pela chave aleatória tem explicação prática. Ela permite receber dinheiro sem revelar CPF, número de telefone ou endereço de e-mail, o que reduz a exposição de dados pessoais.

Quantas chaves cada um pode ter

Há limite. Cada pessoa física pode manter até cinco chaves por conta. Para empresas, o teto é de até 20 chaves.

Vale lembrar que o cadastro de chave não é obrigatório. Dá para transferir também informando os dados bancários do destinatário ou lendo um QR Code, sem registrar nenhuma chave.

Antes de concluir qualquer transferência, confira no aplicativo o nome que aparece como dono da conta de destino. Essa checagem simples é uma das defesas contra golpes de troca de chave e desvio de valores.

O tamanho do Pix no bolso do brasileiro

O volume de uso explica por que o sistema cresceu tanto. Só em setembro, foram 7,1 bilhões de transações, que movimentaram cerca de R$ 3,2 trilhões.

O meio de pagamento já convive com mudanças recentes nas regras. Desde o começo de outubro, o Pix por aproximação deixou de ter teto por transação, uma alteração que afeta quem paga encostando o celular na maquininha.

A expansão também traz atenção à segurança. No fim de 2025, o Banco Central estudava mecanismos para barrar a criação de chaves não autorizadas, como medida contra fraudes. Não há confirmação de que essa trava já esteja em pleno funcionamento.

Para quem quer organizar as contas, a dica é revisar de tempos em tempos quais chaves estão ativas no aplicativo do banco e apagar as que não usa mais. Isso reduz pontos de risco e facilita o controle.

E se a ideia é recuperar dinheiro parado, o cadastro no Pix não substitui outras buscas. Ainda há bilhões esquecidos em bancos à espera de resgate, em um sistema separado do dia a dia das transferências.

Fonte: Agência Brasil

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