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Pix por aproximação perde o teto de R$ 500 por transação desde 1º de outubro

Com a nova regra do Banco Central, o valor máximo do Pix por aproximação passa a depender do limite de segurança que cada cliente configura no aplicativo.

Redação Enfoco•
Pix por aproximação perde o teto de R$ 500 por transação desde 1º de outubro
Foto Agência Brasil/EBC, licença Creative Commons Atribuição 3.0 Brasil

O Banco Central eliminou o limite fixo de R$ 500 por transação no Pix por aproximação. A mudança está valendo desde 1º de outubro e muda a forma como você define quanto pode pagar encostando o celular na maquininha.

Na prática, o teto deixou de ser único para todo mundo. Agora o valor máximo de cada pagamento depende dos limites de segurança que cada cliente configura no aplicativo do próprio banco.

O que muda para quem usa

Antes, mesmo que sua conta permitisse transferências altas, o Pix por aproximação parava em R$ 500 por operação. Esse travamento não existe mais.

Com a nova regra, quem quiser pagar valores maiores por aproximação precisa ajustar isso diretamente no aplicativo. O aumento não é automático: cada pessoa define o limite junto ao banco.

A orientação é simples para evitar surpresas:

  • Abra o aplicativo do seu banco e procure a área de limites do Pix.
  • Confira qual valor está liberado hoje para pagamentos por aproximação.
  • Ajuste o teto para mais ou para menos, conforme o seu uso.

Os bancos passam a oferecer uma ferramenta de gerenciamento no aplicativo para que o cliente controle esses valores. Não há informação divulgada até agora sobre o prazo que cada instituição tem para liberar a função, nem confirmação de que todas já ofereçam o recurso desde o primeiro dia.

A medida foi definida pela Instrução Normativa BCB nº 746, publicada em junho. A regra não atinge só o pagamento por aproximação: vale também para operações feitas por QR Code, por chaves de acesso e via Open Finance.

Tecnologia ainda pouco usada

O Pix por aproximação funciona com a tecnologia NFC, a mesma das carteiras digitais que pagam por encostar o aparelho, e está disponível desde fevereiro de 2025.

Mesmo assim, a modalidade ainda representa uma fatia pequena do total. Em agosto, foram 2 milhões de transações por aproximação, o equivalente a apenas 0,06% de tudo que passou pelo Pix no mês.

O crescimento, porém, é constante. Em janeiro, a modalidade tinha registrado 1,06 milhão de operações, quase metade do volume de agosto.

Para efeito de comparação, o Pix como um todo movimentou mais de R$ 3,73 trilhões em agosto, em cerca de 8,11 bilhões de transações.

Atenção à segurança

Como o valor por aproximação agora pode ser maior, vale manter o limite ajustado ao seu padrão de gastos. Um teto muito alto facilita a vida no dia a dia, mas também amplia o prejuízo em caso de celular perdido ou roubado.

Quem foi vítima de fraude tem como recorrer. O sistema já conta com um prazo maior para contestar transferências suspeitas, um reforço que caminha junto com as mudanças recentes no meio de pagamento.

Vale também revisar outras configurações da conta e acompanhar os ajustes que entram em cena no Pix nos próximos anos, já que o sistema segue em transformação.

Se você não usa o pagamento por aproximação, nada precisa ser feito. A recomendação de checar o aplicativo vale principalmente para quem adotou o recurso e quer aproveitar a liberação do teto com segurança.

Fonte: Agência Brasil

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