Reitor da UFPE estima em R$ 100 milhões o prejuízo de incêndio que destruiu laboratórios
Fogo atingiu prédio do campus Recife na noite de 7 de outubro, destruiu o andar de laboratórios e levou dados de 20 anos de pesquisa.

O reitor da Universidade Federal de Pernambuco, Alfredo Gomes, estimou em cerca de R$ 100 milhões o prejuízo do incêndio que destruiu laboratórios de pesquisa no campus Recife na noite de 7 de outubro de 2026.
O fogo consumiu por completo o andar superior do prédio, onde funcionavam os laboratórios. Segundo o reitor, dados de 20 anos de pesquisa foram perdidos.
O que foi perdido
O andar atingido reunia estruturas de áreas distintas da universidade. No local funcionavam laboratórios de fármacos, genética e informática, além de dependências da faculdade de educação física.
Pelo levantamento inicial da reitoria, o incêndio afetou em torno de 80 dissertações de mestrado e teses de doutorado. São trabalhos ligados a pesquisas em andamento e a material acumulado ao longo de duas décadas.
A universidade ainda não informou quando terá um cálculo mais preciso das perdas. O valor de R$ 100 milhões é uma estimativa apresentada pelo reitor logo após o ocorrido.
O terceiro incêndio em menos de duas semanas
Este foi o terceiro incêndio registrado em instalações da UFPE em um intervalo de menos de duas semanas.
Os episódios anteriores foram:
- Em 30 de setembro, o fogo atingiu o Laboratório de Óptica Não-Linear, no departamento de Física.
- Em 4 de outubro, houve incêndio no Laboratório de Citogenética e Evolução Vegetal, no Centro de Biociências.
- Em 7 de outubro, o fogo destruiu o andar de laboratórios de pesquisa no campus Recife.
Segundo a universidade, os incêndios anteriores não deixaram vítimas.
Investigação da Polícia Federal
A Polícia Federal abriu inquérito para apurar as causas do incêndio. Até agora não há resultado de perícia divulgado nem conclusão sobre o que provocou as chamas.
A sequência de ocorrências em tão pouco tempo é um dos pontos que devem ser examinados pela investigação.
O que a comunidade acadêmica deve acompanhar
Para estudantes, pesquisadores e professores afetados, o momento é de aguardar os próximos passos da reitoria. A universidade indicou que fará reuniões para chegar a um cálculo mais preciso do prejuízo.
Entre as questões em aberto está a eventual realocação dos laboratórios atingidos em outro prédio. Quem tinha pesquisa em andamento no local deve ficar atento aos comunicados oficiais da instituição sobre prazos e alternativas.
Por enquanto, a UFPE trabalha com a dimensão inicial do estrago: cerca de R$ 100 milhões em perdas e o impacto direto sobre dezenas de trabalhos de pós-graduação.
Fonte: Agência Brasil


