TSE suspende campanha de Deltan Dallagnol ao Senado pelo Paraná
Liminar do ministro Floriano de Azevedo Marques interrompe horário eleitoral e acesso ao fundo de campanha, dias após o TRE-PR liberar o registro por 4 votos a 3.

O ministro Floriano de Azevedo Marques, do TSE, concedeu liminar que paralisa a campanha de Deltan Dallagnol (Novo) ao Senado pelo Paraná. A decisão saiu na noite de sábado, 19 de setembro de 2026.
Na prática, o candidato deixa de circular nos principais canais de disputa por votos enquanto o recurso não for julgado no plenário do tribunal.
O que a decisão trava
A liminar não se limita a uma formalidade. Ela atinge os instrumentos que sustentam a reta final de uma campanha.
Ficam interrompidos:
- as aparições no horário eleitoral gratuito no rádio e na TV
- o acesso ao fundo eleitoral destinado à campanha
- a continuidade das ações de campanha do candidato
Para o eleitor paranaense que pretendia votar em Deltan, o recado é direto: a candidatura segue sub judice e a propaganda está formalmente parada até que o TSE volte a decidir.
O choque entre TRE e TSE
Poucos dias antes da liminar, o Tribunal Regional Eleitoral do Paraná havia deferido o registro de Deltan por 4 votos a 3, reconhecendo que ele estaria apto a disputar a vaga.
Foi contra esse resultado apertado que adversários recorreram à instância superior. Parlamentares ligados ao PT do Paraná questionaram a elegibilidade e levaram o caso ao TSE, que agora suspendeu os efeitos da liberação.
O impasse gira em torno do passado de Deltan no Ministério Público. A legislação eleitoral considera inelegíveis, pelo prazo de 8 anos, os membros do MP que perderam o cargo por sentença ou que pediram exoneração durante processo disciplinar em andamento.
O histórico que pesa no caso
Antes da política, Deltan atuou como procurador da República e comandou a força-tarefa da Lava Jato em Curitiba.
Ele pediu exoneração do MPF quando já havia sido condenado pelo Conselho Nacional do Ministério Público a censura e advertência, com quinze procedimentos ainda em curso. Esse é o ponto central usado por quem contesta sua candidatura.
Não é a primeira vez que o TSE interfere na trajetória eleitoral dele. Em 2023, o tribunal cassou seu mandato de deputado federal.
O que ainda está em aberto
A liminar é uma medida provisória. O mérito do recurso precisa ser analisado pelo colegiado do TSE, e é esse julgamento que vai definir se Deltan poderá ou não retomar a campanha.
Enquanto isso não ocorre, a disputa pela vaga de senador no Paraná segue com uma candidatura suspensa e um desfecho ainda indefinido. Eleitores interessados devem acompanhar a decisão final da corte, já que o cenário pode mudar a qualquer momento.


