EEnfoco.
Ibovespa 205.172 pts ▲0,41% PETR4 R$ 59,22 ▲3,24% VALE3 R$ 66,24 ▼0,27% ITUB4 R$ 48,19 ▼0,33% BBDC4 R$ 20,40 ▼1,59% BBAS3 R$ 23,57 ▼0,80% WEGE3 R$ 48,01 ▼2,20% SUZB3 R$ 43,06 ▲1,56% ABEV3 R$ 16,78 ▲0,54% B3SA3 R$ 22,16 ▼0,27%

Morre em Fortaleza travesti agredida e jogada de viaduto dois meses antes

Hérica Izidório, de 24 anos, ficou internada com traumatismo craniano desde 12 de fevereiro. O caso entrou nos registros internacionais de mortes violentas de pessoas trans.

Redação Enfoco• •atualizado em 15 de setembro de 2026
Morre em Fortaleza travesti agredida e jogada de viaduto dois meses antes
Foto Gay Liberation Network, CC BY 2.0, via Openverse

Esta página faz parte do arquivo do Enfoco Notícias. O registro original é de 12 de abril de 2017 e o texto foi reescrito e reapurado pela redação em 15 de setembro de 2026.

Hérica Izidório, de 24 anos, morreu em 12 de abril de 2017, dois meses depois de ser agredida e jogada de um viaduto na Avenida José Bastos, no bairro Porangabuçu, em Fortaleza. Ela estava internada desde 12 de fevereiro com traumatismo craniano.

Hérica havia saído para uma festa de pré-carnaval no bairro Jardim América na noite de 11 de fevereiro. Na volta, já na madrugada do dia 12, foi atacada.

O que a investigação apurou

O relato inicial dava conta de um grupo de dez homens envolvido na agressão. Ao longo da apuração, a investigação especializada concluiu que a violência e a queda do viaduto foram atribuídas a um único agressor.

A família cobrou publicamente a responsabilização. "Cobramos da polícia a prisão dos autores dessa barbaridade", disse na época Patrícia Castro, de 33 anos, irmã da vítima, quando ainda não havia prisão no caso.

Um caso entre muitos

Hérica foi a terceira morte violenta de uma pessoa trans registrada no Ceará em 2017. No ano anterior, o estado havia contabilizado 15 casos. Até o fim de 2017, o número no estado chegaria a 16.

O caso dela foi incluído nos registros internacionais que documentam mortes violentas de pessoas trans, usados por organizações de direitos humanos para acompanhar a dimensão do problema em cada país. O Brasil aparece de forma recorrente no topo dessas listas.

Por que esses registros existem

A contagem independente surgiu por uma limitação prática: estatísticas oficiais de segurança pública nem sempre registram identidade de gênero da vítima, o que torna invisível o recorte desse tipo de crime nos dados do Estado.

Sem esse registro, políticas de prevenção e de investigação deixam de ter base numérica para serem formuladas e cobradas.

Fonte: Metrópoles

Leia também