Copom decide nesta quarta se leva a Selic de 14% para 13,75%
Comitê se reúne nesta terça e quarta. O mercado projeta o quinto corte seguido de 0,25 ponto, o que levaria a taxa básica ao menor patamar do ano.

O Comitê de Política Monetária do Banco Central se reúne nesta terça e quarta-feira, 15 e 16 de setembro, para decidir o rumo da taxa básica de juros. A Selic está em 14% ao ano e a expectativa predominante no mercado é de mais um corte de 0,25 ponto percentual, o que levaria a taxa a 13,75%.
A decisão sai na noite de quarta-feira, acompanhada do comunicado com a avaliação do comitê. A ata, com a explicação detalhada do voto, está prevista para 22 de setembro.
O ciclo até aqui
O corte de agosto, que levou a Selic de 14,25% para 14%, foi o quarto seguido de 0,25 ponto. Antes disso, em junho, o comitê já havia reduzido a taxa para 14,25%.
A projeção de 13,75% coincide com a mediana do Boletim Focus para o fechamento de 2026. Vale lembrar o que o documento é: uma compilação das estimativas de instituições financeiras e consultorias. Ele indica a expectativa do mercado, não a decisão, que cabe exclusivamente ao comitê.
O que o comitê pesa
Quatro variáveis costumam guiar o voto:
- Inflação corrente e projetada, especialmente a distância em relação à meta no horizonte relevante da política monetária
- Atividade econômica, incluindo mercado de trabalho e crédito
- Câmbio, que pressiona preços de bens importados e de commodities cotadas em dólar
- Expectativas de inflação dos agentes para os anos seguintes
Juro alto derruba inflação encarecendo crédito e desestimulando consumo e investimento. O efeito não é imediato: leva meses para aparecer nos preços, e é por isso que o comitê decide olhando para a frente, não para o índice do mês.
O que muda no seu bolso
A Selic é o parâmetro de quase todo o custo do dinheiro no país.
Para quem deve, a queda chega devagar e nem sempre proporcional. Crédito consignado e financiamento imobiliário respondem mais rápido; rotativo do cartão e cheque especial, que trabalham com juros muito acima da taxa básica, quase não acompanham.
Para quem investe, a queda reduz o rendimento de aplicações atreladas ao CDI, como boa parte dos CDBs e dos fundos de renda fixa simples. A poupança segue a regra própria: com a Selic acima de 8,5% ao ano, rende 0,5% ao mês mais a TR.
Para quem vai financiar um bem, o efeito prático aparece na parcela. Vale comparar o Custo Efetivo Total, que inclui taxas e seguros, e não apenas o juro nominal anunciado.
Fonte: Banco Central do Brasil


