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Como registrar que você quer ser doador de órgãos sem sair de casa

A plataforma Aedo faz o registro online, de graça, com videoconferência com tabelião. Mas a última palavra continua sendo da família, que recusa em 45% dos casos.

Redação Enfoco•
Como registrar que você quer ser doador de órgãos sem sair de casa
Foto Agência Brasil/EBC, licença Creative Commons Atribuição 3.0 Brasil

Registrar formalmente a vontade de ser doador de órgãos ficou simples e não exige ir a lugar nenhum. O caminho é a Aedo, sigla de Autorização Eletrônica de Doação de Órgãos.

Como fazer

  1. Acesse a plataforma Aedo
  2. Preencha seus dados
  3. Participe de uma videoconferência com um tabelião, que confirma identidade e intenção
  4. Assine eletronicamente

O documento passa a integrar o registro nacional de doadores. O procedimento é gratuito e todo online.

Dá para especificar quais órgãos e tecidos você quer doar, e a autorização pode ser revogada a qualquer momento.

O detalhe que muda tudo

Mesmo com o registro feito, a retirada de órgãos depende da concordância da família.

A taxa média de recusa familiar no Brasil é de 45%, e o motivo mais comum não é convicção contrária: é desconhecimento da vontade do falecido.

Ou seja: o registro formal ajuda, mas o que decide é a conversa que você teve em casa. Uma família que sabe da vontade tende a autorizar. Uma família surpreendida no pior momento da vida tende a dizer não.

Avisar quem vai ser consultado é a parte mais importante do processo, e é gratuita.

Os números da fila

SituaçãoPessoas
Aguardando transplante no Brasilmais de 49 mil
Fila por transplante renalcerca de 45 mil
Fila por córnea37.719
Já registraram a vontade na Aedo desde 202432.587

O que pode ser doado

Em vida, é possível doar medula óssea, parte do fígado, um dos rins e parte do pulmão, respeitados os critérios médicos e de parentesco previstos em lei.

Após a morte encefálica, podem ser doados coração, pulmões, fígado, pâncreas, rins, córneas, pele, ossos, válvulas cardíacas e tendões. Um único doador pode beneficiar mais de vinte pessoas.

Uma confusão comum

Morte encefálica não é coma. É a perda irreversível e comprovada das funções do cérebro, atestada por protocolo específico, com exames obrigatórios e equipe independente da de transplante.

Entender essa diferença é o que costuma mudar a decisão da família na hora da consulta.

Fonte: Colégio Notarial do Brasil e Ministério da Saúde

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